Em 19 de novembro nascia o ex-campeão mundial José Raúl Capablanca,
motivo pelo qual hoje se comemora o Dia do Enxadrista!

Para seus contemporâneos foi "a máquina de jogar xadrez". Seus
sucessores encontraram em seu talento uma fonte indispensável para
aprender.

Impressionou o mundo pela lógica que esbanjava ao conduzir as peças
e chegou a ser qualificado como o mais brilhante jogador inato de
xadrez de toda a história.

Muitas outras apreciações tentaram definir sua grandeza, porém José
Raul Capablanca superou qualquer teoria sobre seu talento e o xadrez
mundial se dedica a recordá-lo neste 19 de novembro em razão do seu
115º aniversário.

Descobriu o universo dos tabuleiros, prematuramente, aos quatro anos
de idade e, com apenas doze anos, obteve o título máximo de Cuba,
para em seguida impressionar o resto do mundo em 1909, quando
derrotou o campeão norte-americano Frank Marshall.

Iniciava-se, assim, uma carreira repleta de êxitos internacionais,
tendo seu auge em 1921, quando coroou-se campeão mundial, um título
que ostentou até 1927, antes de sucumbir frente a Alexander
Alekhine, o qual jamais lhe ofertou uma revanche.

A história menciona o comentário do também notável Rudolph Spielman,
o qual previu que o russo Alekhine sequer ganharia uma partida,
enquanto que o resto dos analistas apenas davam alguma chance ao
desafiante.

Porém, aquele foi, talvez, o primeiro confronto do cubano com o
xadrez moderno, uma disciplina baseada em análises de novas
variantes de aberturas, em um preparo planejado, em uma boa forma
física e no uso habitual de obras especializadas, atitudes das quais
sempre foi alheio.

Contudo, deixar o trono do xadrez mundial desejando uma desforra
nunca concretizada não foi motivo para diminuir a força do destacado
enxadrista cubano.

Continuou sendo um temido rival, quase vangloriando-se por não
estudar. Em 1939 voltou de Buenos Aires convertido em medalha de
ouro entre os defensores do primeiro tabuleiro da olimpíada mundial.

Também famoso por sua acolhida entre as mulheres, possuía uma forma
de vestir-se que o levou a ser comparado com Rodolfo Valentino e
assediado por produtores de Hollywood. Capablanca foi, também, um
astro em simultâneas, que chegou a realizar inclusive às cegas.

Em sua época, o nível dos jogadores não se media pelo atual sistema
Elo. Especialistas, então, assinalam seu acumulado histórico em
2.725 pontos, que o colocaria hoje como número 8 do escalão
universal.

A morte o surpreendeu em 8 de março de 1942, enquanto analisava uma
partida no Clube de Xadrez de Manhattan, em Nova Iorque.

Em matches e torneios, de 1909 a 1939, jogou 583 partidas, com uma
performance de 302 vitórias, 246 empates e apenas 35 derrotas.
Deixou um estilo único, hoje ponto de referência para principiantes
e nomes já consagrados do esporte.

O mundo despediu-se, então, de um ser indispensável neste jogo tão
rico quanto difícil que ainda o tem como figura inspiradora. É
recordado em Cuba, entre outros fatores, por seu empenho pela
massificação dessa disciplina.

Fonte: www.clubedexadrez.com.br

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