Fonte: Jornal Nacional

Um torneio reuniu mais de 2 mil competidores, em São Paulo. Estudantes que têm uma capacidade imensa de concentração e muita disciplina.

Um olho no tabuleiro. Outro, no adversário. Quanta dúvida. Com o cronômetro, pior ainda.

Pra esquerda, não. Pra trás, não. É difícil achar a jogada certa.
"Eu estava muito nervosa por causa do relógio. Aí a gente vai com muita pressa, nem dá pra pensar direito", diz a estudante Érica França, de 13 anos.

Mas o jogador de xadrez tem que pensar direito. E precisa até de preparo físico.

"Uma partida de cinco horas de xadrez equivale a uma luta de boxe de quatorze assaltos", afirma Estevão Tavares Neto, árbitro internacional de xadrez.

Um esporte em que o cumprimento entre os adversários é tradição, não pode faltar. Isso só podia dar em boa educação. É o que escolas públicas e particulares estão descobrindo.

Um festival reúne estudantes de sete a 18 anos. Quem convive com eles percebe as mudanças que o xadrez provoca.

"Ele respeita o colega. Ele usa a cadeira e devolve no lugar. O chão não precisa mais ser varrido”, comemora Rosália Aparecida de Oliveira, diretora de escola.

O garoto com carinha de santo nem sempre foi assim. "Eu ficava correndo na sala atrás dos meus amigos, falava muito e não prestava muita atenção na aula”, diz Ângelo d´Orácio, de 13 anos.

Mas depois do xadrez: “minhas notas são tudo ‘parabéns’. Não tem mais nota ruim, tudo melhorou muito”, afirma o aluno.

"Quando a criança adquire a concentração, o raciocínio, a atenção, tudo faz com que ele possa produzir mais. Foi isso que aconteceu com o Ângelo”, diz a ex-professora do jovem, Vilma de Souza.

O xadrez exige do jogador estratégia, disciplina e inteligência. Os alunos melhoram em matemática, português, ciências, e aprendem a gostar do esporte.

 

Related Posts with Thumbnails
Compartilhe e Aproveite:
  • Print
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Mixx
  • Google Bookmarks
  • Blogplay
  • Diggita
  • As melhores notícias são as suas
  • LinkedIn