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	<title>AJAX - Clube de Xadrez Virtual - torneios, dicas, videos, xadrez escolar &#187; Artigos</title>
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	<description>O 1º Clube de Xadrez Online do Brasil</description>
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		<title>Torneios de xadrez estimulam a inteligência e a educação de jovens</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 23:40:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Fonte: Jornal Nacional
Um torneio reuniu mais de 2 mil competidores, em S&#227;o Paulo. Estudantes que t&#234;m uma capacidade imensa de concentra&#231;&#227;o e muita disciplina.
Um olho no tabuleiro. Outro, no advers&#225;rio. Quanta d&#250;vida. Com o cron&#244;metro, pior ainda.
Pra esquerda, n&#227;o. Pra tr&#225;s, n&#227;o. &#201; dif&#237;cil achar a jogada certa.
&#34;Eu estava muito nervosa por causa do rel&#243;gio. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify" class="style6">Fonte: Jornal Nacional</p>
<p>Um torneio reuniu mais de 2 mil competidores, em S&atilde;o Paulo. Estudantes que t&ecirc;m uma capacidade imensa de concentra&ccedil;&atilde;o e muita disciplina.</p>
<p>Um olho no tabuleiro. Outro, no advers&aacute;rio. Quanta d&uacute;vida. Com o cron&ocirc;metro, pior ainda.</p>
<p>Pra esquerda, n&atilde;o. Pra tr&aacute;s, n&atilde;o. &Eacute; dif&iacute;cil achar a jogada certa.<br />
&quot;Eu estava muito nervosa por causa do rel&oacute;gio. A&iacute; a gente vai com muita pressa, nem d&aacute; pra pensar direito&quot;, diz a estudante &Eacute;rica Fran&ccedil;a, de 13 anos.</p>
<p>Mas o jogador de xadrez tem que pensar direito. E precisa at&eacute; de preparo f&iacute;sico.</p>
<p>&quot;Uma partida de cinco horas de xadrez equivale a uma luta de boxe de quatorze assaltos&quot;, afirma Estev&atilde;o Tavares Neto, &aacute;rbitro internacional de xadrez.</p>
<p>Um esporte em que o cumprimento entre os advers&aacute;rios &eacute; tradi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o pode faltar. Isso s&oacute; podia dar em boa educa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; o que escolas p&uacute;blicas e particulares est&atilde;o descobrindo.</p>
<p>Um festival re&uacute;ne estudantes de sete a 18 anos. Quem convive com eles percebe as mudan&ccedil;as que o xadrez provoca.</p>
<p>&quot;Ele respeita o colega. Ele usa a cadeira e devolve no lugar. O ch&atilde;o n&atilde;o precisa mais ser varrido&rdquo;, comemora Ros&aacute;lia Aparecida de Oliveira, diretora de escola.</p>
<p>O garoto com carinha de santo nem sempre foi assim. &quot;Eu ficava correndo na sala atr&aacute;s dos meus amigos, falava muito e n&atilde;o prestava muita aten&ccedil;&atilde;o na aula&rdquo;, diz &Acirc;ngelo d&acute;Or&aacute;cio, de 13 anos.</p>
<p>Mas depois do xadrez: &ldquo;minhas notas s&atilde;o tudo &lsquo;parab&eacute;ns&rsquo;. N&atilde;o tem mais nota ruim, tudo melhorou muito&rdquo;, afirma o aluno.</p>
<p>&quot;Quando a crian&ccedil;a adquire a concentra&ccedil;&atilde;o, o racioc&iacute;nio, a aten&ccedil;&atilde;o, tudo faz com que ele possa produzir mais. Foi isso que aconteceu com o &Acirc;ngelo&rdquo;, diz a ex-professora do jovem, Vilma de Souza.</p>
<p>O xadrez exige do jogador estrat&eacute;gia, disciplina e intelig&ecirc;ncia. Os alunos melhoram em matem&aacute;tica, portugu&ecirc;s, ci&ecirc;ncias, e aprendem a gostar do esporte.</p>
<p align="justify" class="style6">&nbsp;</p>
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		<title>Jogar Xadrez exige Preparo Físico</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 23:21:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Preparo Físico]]></category>

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		<description><![CDATA[Xadrez j&#225; faz parte do curr&#237;culo de escolas p&#250;blicas dos estados de Minas Gerais, Pernambuco, Bras&#237;lia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Paran&#225;.
Por Nuno Cobra
Aplaudo muito a id&#233;ia de ver o jogo de xadrez inserido no curr&#237;culo escolar em v&#225;rios estados brasileiros.
O xadrez &#233; realmente um excelente exerc&#237;cio para o c&#233;rebro e exige [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify" class="style6"><i>Xadrez j&aacute; faz parte do curr&iacute;culo de escolas p&uacute;blicas dos estados de Minas Gerais, Pernambuco, Bras&iacute;lia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Paran&aacute;.</i></p>
<p>Por Nuno Cobra</p>
<p>Aplaudo muito a id&eacute;ia de ver o jogo de xadrez inserido no curr&iacute;culo escolar em v&aacute;rios estados brasileiros.</p>
<p>O xadrez &eacute; realmente um excelente exerc&iacute;cio para o c&eacute;rebro e exige muito das emo&ccedil;&otilde;es. A pessoa adquire um senso muito pr&aacute;tico de organiza&ccedil;&atilde;o, concentra&ccedil;&atilde;o e desenvolve de forma muito especial a mem&oacute;ria. O xadrez trabalha a imagina&ccedil;&atilde;o, memoriza&ccedil;&atilde;o, planejamento e paci&ecirc;ncia.</p>
<p>Nas escolas do primeiro mundo, o xadrez j&aacute; &eacute; praticado h&aacute; d&eacute;cadas, onde os alunos al&eacute;m de todo esse desenvolvimento citado, melhoram muito sua disciplina, relacionamento com as pessoas respeito &agrave;s leis, &agrave;s regras&#8230;</p>
<p>&Agrave; primeira vista o xadrez parece ser apenas um esporte que atua sobre o c&eacute;rebro, mas desempenha uma fun&ccedil;&atilde;o muito importante no desenvolvimento do corpo emocional. O que ali&aacute;s &eacute; b&aacute;sico para o desempenho competitivo de um jovem enxadrista.</p>
<p>Esse esporte possui a vantagem de trazer a pessoa para um contato mais pr&oacute;ximo consigo mesma, porque mede suas capacidades de maneira muito concreta. Mais do que em qualquer outra modalidade, ela se dar&aacute; conta da necessidade de alta concentra&ccedil;&atilde;o. Ela perceber&aacute; que quando se distrai, acaba fazendo um lance absolutamente errado, que n&atilde;o faria nunca, se estivesse mais concentrada.</p>
<p>O xadrez &eacute; um esporte muito amplo, pois o c&eacute;rebro &#8216;maquina&#8217; o tempo todo e assim abre outras &aacute;reas de programa&ccedil;&atilde;o mental de racioc&iacute;nio, ampliando as conex&otilde;es inter-neurais.</p>
<p>O que pouca gente sabe, &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre o grau de desempenho cardiovascular e a performance competitiva neste esporte, porque todos imaginam que ele exige apenas do c&eacute;rebro.</p>
<p>&Eacute; justamente por exigir tanto da mente, das emo&ccedil;&otilde;es e dos sentidos &eacute; que se torna necess&aacute;ria uma grande efici&ecirc;ncia cardiovascular para se ter uma boa performance.</p>
<p>Quanto mais alto o n&iacute;vel da competi&ccedil;&atilde;o, mais clara se torna essa rela&ccedil;&atilde;o. Uma bomba ejetora mais plena (o cora&ccedil;&atilde;o) colocar&aacute; nas c&eacute;lulas do c&eacute;rebro uma quantidade maior de oxig&ecirc;nio. Esse c&eacute;rebro mais oxigenado possibilitar&aacute; maior efici&ecirc;ncia, maior lucidez e, principalmente, maior velocidade do pensamento, de interpreta&ccedil;&atilde;o e rea&ccedil;&atilde;o aos movimentos complexos presentes no xadrez.</p>
<p>Assim quem est&aacute; pensando em melhorar sua performance neste magn&iacute;fico esporte, busque de maneira sistem&aacute;tica realizar atividades cardiovasculares (caminhar, correr&#8230;) que possam ampliar as possibilidades de oxigena&ccedil;&atilde;o cerebral.</p>
<p>Na minha juventude eu era bastante apaixonado por esse esporte. Pude assistir embates hist&oacute;ricos, principalmente durante a guerra fria onde politicamente o Leste e o Oeste se debatiam pela supremacia intelectual. Na &eacute;poca, ficou muito claro e dito pelos pr&oacute;prios campe&otilde;es o quanto a sua forma f&iacute;sica implicava diretamente na sua performance. Em alguns combates hist&oacute;ricos esses campe&otilde;es declararam enfaticamente a dificuldade que eles encontravam de resistir, dia ap&oacute;s dia, ao violento embate e, ao final, acabava superando o advers&aacute;rio aquele com maior capacidade e resist&ecirc;ncia cardiovascular, que fornecia ao atleta um desempenho na &uacute;ltima disputa, parecido com o da primeira. Al&eacute;m do lastro de oxig&ecirc;nio fundamental ao pensamento e aos horm&ocirc;nios estimulantes, havia uma atitude mental positiva que nesse alt&iacute;ssimo n&iacute;vel fazia a diferen&ccedil;a.</p>
<p>Hoje o famoso campe&atilde;o de xadrez russo Garry Kasparov tem que se envolver num expressivo treinamento cardiovascular e muscular localizado para manter a sua forma e continuar tornando-se altamente competitivo.</p>
<p>Em demonstra&ccedil;&otilde;es com enxadristas brasileiros Kasparov conseguiu performance assustadora, mas sabe que ter&aacute; poucos anos pela frente, uma vez que o trabalho f&iacute;sico &eacute; cada vez mais exigente para manter o n&iacute;vel de competi&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Esta &eacute; uma demonstra&ccedil;&atilde;o concreta de quanto o desempenho do corpo f&iacute;sico favorece essa concentra&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima, de n&atilde;o cometer nenhum erro, e o quanto o corpo &eacute; dilacerado e agredido nesse n&iacute;vel de competi&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Fonte: Vya Estelar</p>
<p align="justify" class="style6">&nbsp;</p>
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		<title>Curiosidades sobre o xadrez</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 23:08:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Marcos Ant&#244;nio Natal Gomes

Hastings 1895 representou um marco na hist&#243;ria dos super torneios de xadrez por tr&#234;s raz&#245;es:
1. Todos os jogadores importantes da &#233;poca participaram da disputa;
2. Ele se tornou anual e colocou Hastings na lista dos super torneios de xadrez mundiais;
3. Famosas partidas foram al&#237; disputadas. Exemplos: Steinitz &#8211; Von Bardeleben que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify" class="style6">Por Marcos Ant&ocirc;nio Natal Gomes</p>
<p>
Hastings 1895 representou um marco na hist&oacute;ria dos super torneios de xadrez por tr&ecirc;s raz&otilde;es:</p>
<p>1. Todos os jogadores importantes da &eacute;poca participaram da disputa;</p>
<p>2. Ele se tornou anual e colocou Hastings na lista dos super torneios de xadrez mundiais;</p>
<p>3. Famosas partidas foram al&iacute; disputadas. Exemplos: Steinitz &#8211; Von Bardeleben que se tornou uma refer&ecirc;ncia e Pillsbury &#8211; Gunsberg que decidiu o torneio, na &uacute;ltima rodada, em favor de um jovem astro do xadrez.</p>
<p>O clube de xadrez local ofertou pr&ecirc;mios de &pound; 150, &pound; 115, &pound; 85, &pound; 60, &pound; 40, &pound; 30 e &pound; 20. Um pr&ecirc;mio de consolo de &pound; 1 foi oferecido para cada vit&oacute;ria obtida pelos jogadores n&atilde;o premiados. O torneio foi jogado entre os dias 5 de agosto e 4 de setembro de 1895. Os jogadores foram todos apresentados no Queen&#8217;s Hotel, com exce&ccedil;&atilde;o de Pillsbury. Ele explicou: &quot;Eu quero ficar quieto. Quero vencer este torneio!&quot; Os mestres jogaram no Brassey Institute. Os lances jogados nas partidas foram considerados como propriedade do torneio, mas o jogador reserva Van Lennep quebrou essa regra com sua mem&oacute;ria fotogr&aacute;fica. Ele escreveu um longo artigo em holand&ecirc;s.</p>
<p>Lasker havia derrotado Steinitz em jogo v&aacute;lido pelo t&iacute;tulo mundial no ano anterior. Ambos os jogadores participaram deste torneio. Os seus principais rivais, entre os quais Chigorin e Tarrasch, tamb&eacute;m estavam presentes. Von Bardeleben, BLACKBURNE, Burn, Gunsberg e Schiffers eram todos jogadores j&aacute; com muita experi&ecirc;ncia. Bird n&atilde;o tinha participado do torneio de Londres em 1851. Jovens e importantes talentos se destacaram, como Pillsbury e Schlechter. Completaram a lista: Albin, Janowski, Marco, Mason, Mieses, Pollock Teichmann, Tinsley, Vergani e Walbrodt.</p>
<p>Os principais pr&ecirc;mios foram para Pillsbury 16 &frac12; / 21, Chigorin 16, Lasker 15 &frac12;, Tarrasch 14, Steinitz e Schiffers 12, Von Bardeleben Teichmann e 11 &frac12;. Mar&oacute;czy ganhou o torneio de amadores. Lady Edith Thomas, que venceu o torneio feminino.</p>
<p align="justify" class="style6">&nbsp;</p>
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		<title>2 mil anos de Xadrez</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 23:01:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[2 mil anos de Xadrez]]></category>

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		<description><![CDATA[Criado para curar a depress&#227;o de um antigo rei indiano, o jogo simula o confronto de dois ex&#233;rcitos, cujas manobras podem se desdobrar numa infinidade de lances diferentes.
H&#225; mais de 2 mil anos, provavelmente no s&#233;culo Vl a.C., nos abastados reinos da &#205;ndia come&#231;ou a surgir uma modalidade de jogo destinada a conquistar a imagina&#231;&#227;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Criado para curar a depress&atilde;o de um antigo rei indiano, o jogo simula o confronto de dois ex&eacute;rcitos, cujas manobras podem se desdobrar numa infinidade de lances diferentes.</p>
<p>H&aacute; mais de 2 mil anos, provavelmente no s&eacute;culo Vl a.C., nos abastados reinos da &Iacute;ndia come&ccedil;ou a surgir uma modalidade de jogo destinada a conquistar a imagina&ccedil;&atilde;o dos nobres e dos mestres da guerra. Em poucas gera&ccedil;&otilde;es, a nova mania espalhou-se por terras e povos vizinhos e da&iacute;, muito mais lentamente, para o mundo todo. O nome original do jogo era chaturanga que significava &quot;quatro reis&quot; -, e dele descende o xadrez, praticado por milh&otilde;es de pessoas que o consideram o mais complexo exerc&iacute;cio de intelig&ecirc;ncia j&aacute; inventado. </p>
<p>Existem v&aacute;rias vers&otilde;es sobre a origem e o desenvolvimento do jogo, al&eacute;m de muitas d&uacute;vidas sobre os caminhos de sua propaga&ccedil;&atilde;o. Ao que tudo indica, a princ&iacute;pio o chaturanga n&atilde;o era disputado por apenas dois jogadores, como o xadrez atual, mas sim por quatro. Cada um deles, em vez das dezesseis pe&ccedil;as modernas, dispunha de oito pe&ccedil;as que corriam as 64 casas do tabuleiro. N&atilde;o existia ainda, por exemplo, a figura da rainha-hoje a pe&ccedil;a mais poderosa do xadrez. Os contendores moviam um elefante, um cavalo, um carro de guerra e quatro pe&otilde;es. O objetivo j&aacute; era defender a pe&ccedil;a central, o rei, e capturar o rei do advers&aacute;rio. No entanto, ao contr&aacute;rio do xadrez, o chaturanga dependia da sorte, pois a ordem das jogadas era definida pelos dados. </p>
<p>Segundo a lenda, o jogo nasceu como um rem&eacute;dio: teria sido inventado por um dos s&aacute;bios da corte do Hindost&atilde;o, de nome Sissa, para curar a depress&atilde;o do rei. Encantado com sua pronta recupera&ccedil;&atilde;o e ainda sem perceber as espantosas possibilidades do novo entretenimento, o rei prometeu ao s&aacute;bio a recompensa que quisesse. Sissa pediu pouco, aparentemente. Apenas um tabuleiro cheio de trigo, mas de modo que na primeira casa houvesse um gr&atilde;o, na segunda, dois, na terceira, quatro, e assim sucessivamente, dobrando a quantidade de gr&atilde;os at&eacute; a casa 64. Quando o rei mandou fazer os c&aacute;lculos, descobriu, assombrado, que o trigo necess&aacute;rio para completar o tabuleiro chegava a quase 20 quintilh&otilde;es de gr&atilde;os (o n&uacute;mero 2 seguido de 19 zeros). Mais do que toda a produ&ccedil;&atilde;o mundial. </p>
<p>Em cinco s&eacute;culos. o chaturanga j&aacute; havia chegado &agrave; China, a mais de 4 mil quil&ocirc;metros da &Iacute;ndia. Ali recebeu o nome de &quot;jogo do elefante&quot;. Na mesma &eacute;poca, alcan&ccedil;ou o Jap&atilde;o, onde passou a ser chamado de go ou go bang, nomes que se conservam at&eacute; hoje. Em tempos bem mais recentes, no sexto s&eacute;culo depois de Cristo, o jogo ganhou grande destaque na P&eacute;rsia, sob o reinado do x&aacute; Cosroes I. O nome persa para o jogo era chatrang, do qual parece terem se originado as express&otilde;es &quot;xeque&quot; e &quot;xeque-mate&quot;-amea&ccedil;a ao rei e rei morto, respectivamente. Na Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, at&eacute; os dias que correm, o jogo se chama &quot;xeque-mate&quot;. Em ingl&ecirc;s &eacute; chess, em alem&atilde;o, schach, em franc&ecirc;s, jeu des &eacute;checs. Da P&eacute;rsia, o jogo emigrou para a Ar&aacute;bia. Em 650 da era crist&atilde;, o imperador franc&ecirc;s Carlos Magno ganhou um tabuleiro de presente do lend&aacute;rio califa Harum-alRashid. Foi assim, acredita-se, que os ocidentais tomaram conhecimento do xadrez. O jogo difundiu-se inicialmente na Espanha. Em 1088, o rabino Abrahan Ben Ezra, de Toledo, escreveu um poema sobre uma partida entre pe&ccedil;as negras (et&iacute;opes, no poema) e vermelhas (edomitas). </p>
<p>O xadrez &eacute; um jogo de infinitas combina&ccedil;&otilde;es-ou algo muito perto disso. Calcula-se que o n&uacute;mero de jogadas poss&iacute;veis em uma partida &eacute; t&atilde;o grande como o n&uacute;mero de &aacute;tomos do Universo. Outra conta de tirar o f&ocirc;lego &eacute; a seguinte: um computador que fosse capaz de analisar 100 milh&otilde;es de jogadas poss&iacute;veis por segundo demoraria aproximadamente 3 x 10104 anos (ou seja, o n&uacute;mero 3 seguido de 104 zeros) para terminar a partida. Isso resulta do fato de que, ao longo dos s&eacute;culos, o xadrez foi se tornando mais variado, mais complexo e cheio de possibilidades. A principal transforma&ccedil;&atilde;o parece ter sido o aparecimento da rainha o que n&atilde;o s&oacute; subverteu as regras do jogo como tamb&eacute;m foi um lance inusitado: afinal, figuras femininas n&atilde;o costumavam freq&uuml;entar campos de batalha, reais ou simulados.</p>
<p>A rainha entrou em cena no s&eacute;culo XV, depois que os &aacute;rabes, que tinham aprendido o jogo com os persas, levaram-no para a Espanha. Ali e na Fran&ccedil;a o jogo come&ccedil;ou realmente a mudar. As inova&ccedil;&otilde;es come&ccedil;aram pelos pe&otilde;es. Estas pe&ccedil;as, que podiam andar apenas uma casa em cada lance, ficaram mais &aacute;geis, podendo avan&ccedil;ar duas casas no primeiro movimento. Depois dos pe&otilde;es foi a vez das torres: ganharam um movimento novo, chamado roque, no qual uma delas troca de lugar com o rei. Enfim, o caso da rainha. Os &aacute;rabes chamavam a pe&ccedil;a que Ihe deu origem de firzan, que significa &quot;vizir&quot; ou &quot;conselheiro&quot;. Tratava-se de um personagem masculino, portanto. Al&eacute;m disso, o firzan s&oacute; se movia uma casa de cada vez-e n&atilde;o quantas casas se queira, como no jogo moderno. </p>
<p>N&atilde;o se sabe por que ocorreu essa mudan&ccedil;a. Pode ter sido resultado da presen&ccedil;a marcante da rainha Isabel, a Cat&oacute;lica, que governou a Espanha no s&eacute;culo XV. Pode ter sido tamb&eacute;m fruto de uma analogia com o jogo de damas, onde as pe&ccedil;as s&atilde;o coroadas depois de atravessar o tabuleiro. Ent&atilde;o adquirem o direito de circular com muito maior desenvoltura, j&aacute; com o t&iacute;tulo de damas. Tamb&eacute;m no xadrez, o pe&atilde;o que chega a cruzar todo o tabuleiro fica mais poderoso. &Eacute; poss&iacute;vel que esse pe&atilde;o, por analogia com a dama, tenha passado a se chamar rainha. (Tecnicamente, em portugu&ecirc;s rainha &eacute; chamada de dama.) O bispo tamb&eacute;m mudou, provavelmente a partir da metamorfose do velho elefante indiano. As informa&ccedil;&otilde;es mais recentes sobre o antecessor do bispo v&ecirc;m da P&eacute;rsia, onde o elefante acumulava dois movimentos. </p>
<p>Um desses era o passo em diagonal, como o dos atuais bispos (embora elefante persa desse s&oacute; um passo por vez). O segundo movimento lhe permitia saltar outras pe&ccedil;as, como o moderno cavalo. Os espanh&oacute;is descartaram este &uacute;ltimo movimento e deram &agrave; pe&ccedil;a o nome pelo qual se tornou conhecida-alfil, bispo, em espanhol. Na Fran&ccedil;a, por&eacute;m, ela se chamou, palha&ccedil;o. Na Alemanha, ganhou o nome de laufer, corredor. Na R&uacute;ssia ficou o nome tradicional, slon, elefante. O antigo cavalo, por sua vez, j&aacute; possu&iacute;a o movimento aos saltos, como hoje, e assim permaneceu, retendo tamb&eacute;m o velho nome. O mesmo vale para o movimento das torres. Estas por&eacute;m, receberam diversos nomes, conforme as l&iacute;nguas. No &aacute;rabe, chamavam-se ruji, carro de guerra. Da&iacute; a denomina&ccedil;&atilde;o inglesa rook, com a mesma acep&ccedil;&atilde;o. Os pe&otilde;es, enfim, devem seu nome uma tradu&ccedil;&atilde;o da palavra &aacute;rabe daq, soldado a p&eacute;. Esses humildes habitantes do tabuleiro causaram certa confus&atilde;o quando adquiriram a capacidade de se transformar em rainhas Te&oacute;ricos da &eacute;poca, talvez vexados, diziam que n&atilde;o ficava bem o rei ter duas ou mais rainhas no Jogo, como se fosse pol&iacute;gamo. Mas tais obje&ccedil;&otilde;es vingaram. Assim se encerraram mudan&ccedil;as nas regras relativas aos movimentos das pe&ccedil;as, realizadas no s&eacute;culo XV e XVI, que deram ao jogo sua fisionomia atual. O que mudou &#8211; e muito-, desde ent&atilde;o, foram as t&eacute;cnicas, tornando os lances muito mais pensados e armados. </p>
<p>Em conseq&uuml;&ecirc;ncia disso, os chamados grandes mestres deixaram de ser campe&otilde;es solit&aacute;rios, que se enfrentavam um a um diante do tabuleiro. Eles aprenderam a trabalhar em equipes de assessores que os ajudam a planejar uma partida. O campe&atilde;o mundial Garri Kasparov, da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, por exemplo, nunca deixa de levar consigo pelo menos tr&ecirc;s analistas, grandes conhecedores do jogo, estudam a estrat&eacute;gia e as t&aacute;ticas dos advers&aacute;rios e sugerem modos de sobrepuj&aacute;-las. Al&eacute;m disso, Kasparov emprega outros cinco ou seis auxiliares incluindo um psic&oacute;logo, para cuidar de seu estado emocional, e um burocrata, para controlar os elevados gastos da equipe. Em outras palavras, ocorreu com o xadrez algo semelhante ao que aconteceu com a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. No passado, os cientistas eram trabalhadores solit&aacute;rios como os enxadristas: verrumavam suas inven&ccedil;&otilde;es e descobertas exclusivamente com o pr&oacute;prio c&eacute;rebro. Hoje, em vez disso, trabalham em vastos e complexos laborat&oacute;rios ao lado de dezenas de auxiliares. &quot;Mas n&atilde;o se deve pensar que o individualismo do passado desapareceu por completo entre os enxadristas&quot;, lembra o brasileiro Hermann Claudius, mestre internacional. Pode ser. No entanto, por mais que conte o talento incompar&aacute;vel dos grandes jogadores, o jogo moderno tamb&eacute;m exige enorme habilidade t&aacute;tica, que nem sempre pode ser dominada por um &uacute;nico homem. No passado, o objetivo essencial do enxadrista era o ataque, a qualquer pre&ccedil;o. Um exemplo not&aacute;vel desse estilo foi a partida denominada imortal, entre os alem&atilde;es Adolf Andersen e Lionel Kieseritzky, jogada em Londres, em 1851, que deu a Andersen o t&iacute;tulo mundial. Logo no in&iacute;cio, ele fez uma arrancada impetuosa, n&atilde;o se importando, para isso, de sacrificar um pe&atilde;o e duas pe&ccedil;as peso pesado-as torres &#8211; antes do vig&eacute;simo lance. Pior ainda: no 22&ordm;, o lance, Andersen entregou tamb&eacute;m a rainha. Em compensa&ccedil;&atilde;o, na jogada seguinte ele daria o xeque-mate, fulminando o surpreso advers&aacute;rio. </p>
<p>Hoje seria muito dif&iacute;cil repetir uma carreira desabalada desse tipo, pois as t&aacute;ticas ensinam como evit&aacute;-la. Mesmo na &eacute;poca de Andersen a concep&ccedil;&atilde;o do jogo j&aacute; havia dado passos importantes &#8211; por exemplo, com a t&aacute;tica dos pe&otilde;es, criada pelo franc&ecirc;s Andr&eacute; Philidor na virada do s&eacute;culo XIX. Para ele, os pe&otilde;es n&atilde;o eram simples soldados a p&eacute;, mas, como dizia, &quot;a alma do xadrez&quot;. Ao inv&eacute;s de coloc&aacute;-los &agrave; frente para serem sacrificados, Philidor preservava-os para dar apoio &agrave;s pe&ccedil;as mais fortes. Depois de Philidor e Andersen, o xadrez seria cuidadosamente pesquisado pelo austr&iacute;aco Wilhelm Steinitz (1836-1900), um enxadrista profissional de tempo integral. Campe&atilde;o do mundo de 1866 a 1893, ele criou, com um alem&atilde;o, Siegbert Tarrash, as famosas aberturas defensivas, que transformaram os in&iacute;cios de partida em verdadeiras equa&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas. </p>
<p>As aberturas e t&aacute;ticas cuidadosas acabaram criando um dos maiores enxadristas de todos os tempos, o cubano Jos&eacute; Ra&uacute;l Capablanca (1888-1942). Menino prod&iacute;gio no xadrez e campe&atilde;o do mundo durante seis anos, sem que ningu&eacute;m ousasse disputar-lhe a supremacia, Capablanca recorria &agrave;s t&aacute;ticas existentes como se tivesse nascido sabendo utiliz&aacute;-las. Ele acabaria derrotado por um novo te&oacute;rico do tabuleiro: o russo emigrado Alexander Alekhine (1892-1946). Desde o s&eacute;culo passado, com efeito, os russos j&aacute; eram not&aacute;veis enxadristas. Mas Alekhine seria o primeiro de uma intermin&aacute;vel sucess&atilde;o de grandes mestres a aparecer para o mundo. Em 1948, com a vit&oacute;ria de Mikhail Botvinnik no campeonato mundial, os sovi&eacute;ticos iniciaram o per&iacute;odo de supremacia que dura at&eacute; hoje. </p>
<p>Esse poder s&oacute; lhes seria usurpado temporariamente em 1972, pela irrup&ccedil;&atilde;o de um g&ecirc;nio, o americano Robert Fischer. Mas ele era temperamental demais para seguir as estritas regras do xadrez internacional. Em poucos anos, renunciou ao t&iacute;tulo para n&atilde;o ter de disput&aacute;-lo com o sovi&eacute;tico Anatoli Karpov. Este &uacute;ltimo teve ainda grande dificuldade para defender-se de outro jogador turr&atilde;o, Viktor Korchnoi, sovi&eacute;tico vivendo no ex&iacute;lio. Na Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, h&aacute; 4 milh&otilde;es de filiados &agrave; Federa&ccedil;&atilde;o Nacional de Xadrez, enquanto nos Estados Unidos o n&uacute;mero de filiados &agrave; federa&ccedil;&atilde;o local &eacute; de apenas 20 mil e na Inglaterra, 10 mil. No Brasil, n&atilde;o se sabe quantos s&atilde;o os enxadristas de carteirinha. O Clube de Xadrez de S&atilde;o Paulo, o maior do pa&iacute;s, tem 600 s&oacute;cios. &Eacute; claro que apenas a quantidade de filia&ccedil;&otilde;es n&atilde;o conta toda a hist&oacute;ria da popularidade do jogo em cada pa&iacute;s: muita gente pode jogar habitualmente xadrez sem se preocupar em assinar fichas de institui&ccedil;&otilde;es ou clubes. </p>
<p>Est&aacute; em gesta&ccedil;&atilde;o algo capaz de popularizar ainda mais esse jogo. Trata se de uma simplifica&ccedil;&atilde;o, dessa vez encurtando de duas horas para apenas meia hora a dura&ccedil;&atilde;o das partidas, a fim de deixar pouco espa&ccedil;o a grandes cerebra&ccedil;&otilde;es. As primeiras partidas dessa nova modalidade j&aacute; come&ccedil;aram a ser disputadas, inclusive no Brasil. No entanto, nenhuma mudan&ccedil;a vingar&aacute; se n&atilde;o for encampada pelos pa&iacute;ses da Europa Oriental, especialmente a Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica. </p>
<p>Fonte: Revista Super Interessante, Julho/1988, ed. 10.</p>
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		<title>Video de Kasparov e um menino durante simultânea</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 22:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[simultânea]]></category>
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		<description><![CDATA[Assista ao v&#237;deo onde o Grande Mestre Garry Kasparov enfrenta outros jogadores em uma simult&#226;nea. EM seu caminho, tinha um garoto&#8230; assista que voc&#234; vai adorar.
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assista ao v&iacute;deo onde o Grande Mestre Garry Kasparov enfrenta outros jogadores em uma simult&acirc;nea. EM seu caminho, tinha um garoto&#8230; assista que voc&ecirc; vai adorar.</p>
<p><object class="embed" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.youtube.com/v/BPIpWMCKEbk&amp;feature"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BPIpWMCKEbk&amp;feature" /><em>You need to a flashplayer enabled browser to view this YouTube video</em></object></p>
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		<title>Dia do Enxadrista e Capablanca</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 22:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Capablanca]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 19 de novembro nascia o ex-campe&#227;o mundial Jos&#233; Ra&#250;l Capablanca,
motivo pelo qual hoje se comemora o Dia do Enxadrista!
Para seus contempor&#226;neos foi &#34;a m&#225;quina de jogar xadrez&#34;. Seus
sucessores encontraram em seu talento uma fonte indispens&#225;vel para
aprender.
Impressionou o mundo pela l&#243;gica que esbanjava ao conduzir as pe&#231;as
e chegou a ser qualificado como o mais brilhante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 19 de novembro nascia o ex-campe&atilde;o mundial Jos&eacute; Ra&uacute;l Capablanca,<br />
motivo pelo qual hoje se comemora o Dia do Enxadrista!</p>
<p>Para seus contempor&acirc;neos foi &quot;a m&aacute;quina de jogar xadrez&quot;. Seus<br />
sucessores encontraram em seu talento uma fonte indispens&aacute;vel para<br />
aprender.</p>
<p>Impressionou o mundo pela l&oacute;gica que esbanjava ao conduzir as pe&ccedil;as<br />
e chegou a ser qualificado como o mais brilhante jogador inato de<br />
xadrez de toda a hist&oacute;ria.</p>
<p>Muitas outras aprecia&ccedil;&otilde;es tentaram definir sua grandeza, por&eacute;m Jos&eacute;<br />
Raul Capablanca superou qualquer teoria sobre seu talento e o xadrez<br />
mundial se dedica a record&aacute;-lo neste 19 de novembro em raz&atilde;o do seu<br />
115&ordm; anivers&aacute;rio.</p>
<p>Descobriu o universo dos tabuleiros, prematuramente, aos quatro anos<br />
de idade e, com apenas doze anos, obteve o t&iacute;tulo m&aacute;ximo de Cuba,<br />
para em seguida impressionar o resto do mundo em 1909, quando<br />
derrotou o campe&atilde;o norte-americano Frank Marshall.</p>
<p>Iniciava-se, assim, uma carreira repleta de &ecirc;xitos internacionais,<br />
tendo seu auge em 1921, quando coroou-se campe&atilde;o mundial, um t&iacute;tulo<br />
que ostentou at&eacute; 1927, antes de sucumbir frente a Alexander<br />
Alekhine, o qual jamais lhe ofertou uma revanche.</p>
<p>A hist&oacute;ria menciona o coment&aacute;rio do tamb&eacute;m not&aacute;vel Rudolph Spielman,<br />
o qual previu que o russo Alekhine sequer ganharia uma partida,<br />
enquanto que o resto dos analistas apenas davam alguma chance ao<br />
desafiante.</p>
<p>Por&eacute;m, aquele foi, talvez, o primeiro confronto do cubano com o<br />
xadrez moderno, uma disciplina baseada em an&aacute;lises de novas<br />
variantes de aberturas, em um preparo planejado, em uma boa forma<br />
f&iacute;sica e no uso habitual de obras especializadas, atitudes das quais<br />
sempre foi alheio.</p>
<p>Contudo, deixar o trono do xadrez mundial desejando uma desforra<br />
nunca concretizada n&atilde;o foi motivo para diminuir a for&ccedil;a do destacado<br />
enxadrista cubano.</p>
<p>Continuou sendo um temido rival, quase vangloriando-se por n&atilde;o<br />
estudar. Em 1939 voltou de Buenos Aires convertido em medalha de<br />
ouro entre os defensores do primeiro tabuleiro da olimp&iacute;ada mundial.</p>
<p>Tamb&eacute;m famoso por sua acolhida entre as mulheres, possu&iacute;a uma forma<br />
de vestir-se que o levou a ser comparado com Rodolfo Valentino e<br />
assediado por produtores de Hollywood. Capablanca foi, tamb&eacute;m, um<br />
astro em simult&acirc;neas, que chegou a realizar inclusive &agrave;s cegas.</p>
<p>Em sua &eacute;poca, o n&iacute;vel dos jogadores n&atilde;o se media pelo atual sistema<br />
Elo. Especialistas, ent&atilde;o, assinalam seu acumulado hist&oacute;rico em<br />
2.725 pontos, que o colocaria hoje como n&uacute;mero 8 do escal&atilde;o<br />
universal.</p>
<p>A morte o surpreendeu em 8 de mar&ccedil;o de 1942, enquanto analisava uma<br />
partida no Clube de Xadrez de Manhattan, em Nova Iorque.</p>
<p>Em matches e torneios, de 1909 a 1939, jogou 583 partidas, com uma<br />
performance de 302 vit&oacute;rias, 246 empates e apenas 35 derrotas.<br />
Deixou um estilo &uacute;nico, hoje ponto de refer&ecirc;ncia para principiantes<br />
e nomes j&aacute; consagrados do esporte.</p>
<p>O mundo despediu-se, ent&atilde;o, de um ser indispens&aacute;vel neste jogo t&atilde;o<br />
rico quanto dif&iacute;cil que ainda o tem como figura inspiradora. &Eacute;<br />
recordado em Cuba, entre outros fatores, por seu empenho pela<br />
massifica&ccedil;&atilde;o dessa disciplina.</p>
<p>Fonte: www.clubedexadrez.com.br</p>
]]></content:encoded>
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		<title>WOLFGANG UNZICKER &#8211; 1925–2006</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 22:56:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[WOLFGANG UNZICKER]]></category>

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		<description><![CDATA[Wolfgang Unzicker nasceu em Pirmasens (Alemanha)  em 26 de junho de 1925 e come&#231;ou a jogar xadrez aos 10 anos. 
 A carreira de Unzicker como jogador de torneios internacionais come&#231;ou antes da 2&#170;. Guerra Mundial. Ganhou o Campeonato de Alemanha sete vezes, entre 1948 e 1965 e faz parte em doze Olimp&#237;adas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b>Wolfgang Unzicker nasceu em Pirmasens (Alemanha)  em 26 de junho de 1925 e come&ccedil;ou a jogar xadrez aos 10 anos. </b></p>
<p><img align="left" src="http://cucamongabr.com/ajax/wp-content/uploads/wolfgang.jpg" alt="Wolfgang Unzicker" style="width: 178px; height: 231px;" /> A carreira de Unzicker como jogador de torneios internacionais come&ccedil;ou antes da 2&ordf;. Guerra Mundial. Ganhou o Campeonato de Alemanha sete vezes, entre 1948 e 1965 e faz parte em doze Olimp&iacute;adas de xadrez entre 1950 e 1978 (Em 10 delas, ocupou o primeiro tabuleiro). Em 1954 foi recompensado com o t&iacute;tulo de Grande Mestre. Representou o seu pa&iacute;s na sele&ccedil;&atilde;o nacional cerca de 400 vezes.<br />
Anatoly Karpov chamou Wolfgang Unzicker de &ldquo;campe&atilde;o do mundo dos aficionados&rdquo;.<br />
Wolfgang Unzicker mureu de um ataque card&iacute;aco em 20 de abril de 2006 durante suas f&eacute;rias em Albufeira (Portugal) Deixa a sua mulher Freia, tr&ecirc;s filhos e tr&ecirc;s netos. At&eacute; o seu falecimento, seguiu jogando no tabuleiro um de seu clube, o &quot;Tarrasch Munich&quot;.</p>
<p>Znosko Borovsky, E &#8211; Unzicker, W <br />
[C81]<br />
Lucerne, 1949</p>
<p>1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Ab5 a6 4.Aa4 Cf6 5.0-0 Cxe4 6.d4 b5 7.Ab3 d5 8.dxe5 Ae6 9.De2 Ac5 10.Ae3 0-0 11.Td1 Ce7 12.c3 Axe3 13.Dxe3 Cf5 14.De2 c6 15.Cbd2 Cxd2 16.Txd2 Dc7 17.Te1 Tad8 18.Ac2 c5 19.Ted1 Dc6 20.Cg5 h6 21.g4 Ch4 22.Ce4 Cg6 23.Cg3 Dc7 24.Te1 Tde8 25.Ch5 Dd7 26.h3 f5 27.f4 Df7 28.g5 hxg5 29.fxg5 f4 30.Tf1 f3 31.Dh2 Cxe5 0-1 </p>
<p>Unzicker, W &#8211; O&#8217;Kelly De Galway,A<br />
[C17]<br />
Heidelberg, 1949</p>
<p>1.e4 e6 2.d4 d5 3.Cc3 Ab4 4.e5 c5 5.Ad2 Ce7 6.Cf3 Cbc6 7.Cb5 Axd2+ 8.Dxd2 0-0 9.c3 a6 10.Cd6 cxd4 11.cxd4 f6 12.Cxc8 Txc8 13.exf6 Txf6 14.Ad3 Cg6 15.Axg6 Txg6 16.0-0 Df6 17.Dc3 Tg4 18.Tad1 Ce7 19.Db3 Cg6 20.h3 Te4 21.Dxb7 Tf8 22.Tde1 Tf4 23.Te3 Tf5 24.Dxa6 Cf4 25.Ce5 Tg5 26.Tg3 Df5 27.Rh2 h6 28.Da3 Ce2 29.Tf3 Cf4 30.Tg1 Th5 31.g4 1-0 </p>
<p>Unzicker, W &#8211; Tartakower, S <br />
[B92]<br />
Dubrovnik, 1950</p>
<p>1.e4 c5 2.Cf3 d6 3.d4 cxd4 4.Cxd4 Cf6 5.Cc3 a6 6.Ae2 e5 7.Cb3 Ae6 8.0-0 Cbd7 9.Ae3 Ae7 10.f3 b5 11.Af2 0-0 12.Te1 Cc5 13.Af1 Dc7 14.Cxc5 dxc5 15.De2 Tfd8 16.Tad1 Da5 17.Ag3 b4 18.Cd5 Cxd5 19.exd5 Txd5 20.Txd5 Axd5 21.Dxe5 Ae6 22.Ac4 Af6 23.De4 Te8 24.Dc6 Dd8 25.Axe6 fxe6 26.h3 Ad4+ 27.Rh2 e5 28.Dxa6 Dd5 29.Db5 Ta8 30.a3 Axb2 31.axb4 Ac3 32.Te3 Ad4 33.Ta3 Tc8 34.c3 Ae3 35.Ta1 h6 36.Te1 Af4 37.Axf4 exf4 38.Te8+ Txe8 39.Dxe8+ Rh7 40.De4+ 1-0<br />
Reshevsky, S &#8211; Unzicker, W <br />
[C84]<br />
Dubrovnik, 1950</p>
<p>1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Ab5 a6 4.Aa4 Cf6 5.0-0 Ae7 6.d4 exd4 7.Te1 b5 8.e5 Cxe5 9.Cxe5 bxa4 10.Dxd4 0-0 11.Dxa4 Tb8 12.Cd3 Cd5 13.Ad2 Af6 14.Ca3 d6 15.Da5 Ab7 16.c4 Cb6 17.Df5 Ca4 18.Tab1 Ac8 19.De4 Cxb2 20.Cb4 Ab7 21.Dc2 c5 22.Cd5 Axd5 23.cxd5 Dd7 24.Ac3 Axc3 25.Dxc3 Ca4 26.Da5 Txb1 27.Txb1 Dg4 28.h3 Dd4 29.Cc2 De4 30.Dd2 De5 31.Da5 Cc3 32.Te1 Df6 33.Dxa6 Cxd5 34.Td1 De5 35.Dd3 Cc3 36.Dxd6 Dxd6 37.Txd6 Cxa2 &frac12;-&frac12; </p>
<p>Canal, E &#8211; Unzicker, W <br />
[C28]<br />
Dubrovnik, 1950</p>
<p>1.e4 e5 2.Cc3 Cf6 3.Ac4 Cc6 4.d3 Ab4 5.Cge2 d5 6.exd5 Cxd5 7.0-0 Ae6 8.Axd5 Axd5 9.f4 0-0 10.f5 Axc3 11.bxc3 f6 12.Cg3 Dd7 13.Dg4 Rh8 14.Aa3 Tg8 15.Dh4 Ce7 16.Tae1 Tae8 17.c4 Ac6 18.Ab2 Tef8 19.Te2 Tf7 20.Tef2 Dd6 21.Dh5 Tgf8 22.Ac1 Cg8 23.Te2 Dd4+ 24.Ae3 Dd6 25.Ac1 Dd4+ 26.Rh1 Td7 27.Ce4 Axe4 28.Txe4 Dc3 29.Th4 h6 30.De2 Td4 31.Th3 e4 32.Te3 Tfd8 33.Td1 Dxc4 0-1</p>
<p>Bogoljubov, E &#8211; Unzicker,W [E36]<br />
Germany, 1950</p>
<p>1.d4 Cf6 2.c4 e6 3.Cc3 Ab4 4.Dc2 d5 5.a3 Ae7 6.Cf3 0-0 7.Ag5 h6 8.Ah4 b6 9.cxd5 exd5 10.e3 Ab7 11.Ad3 Cbd7 12.0-0 c5 13.Tad1 Ch5 14.Axe7 Dxe7 15.Ab5 Chf6 16.Axd7 Cxd7 17.dxc5 Dxc5 18.b4 Dc7 19.Db2 Cf6 20.Cb5 Dd7 21.Cbd4 Tfe8 22.Ch4 Ce4 23.Chf5 Te5 24.f3 Cd6 25.Cxd6 Dxd6 26.f4 Tee8 27.Tf3 Df6 28.h3 Tac8 29.Tc1 Tc4 30.Tcf1 Ac8 31.g4 Ad7 32.Rh2 Tec8 33.Rg3 Aa4 34.h4 Ac2 35.g5 Dg6 36.Tc1 Ae4 37.Txc4 Txc4 38.Tf1 hxg5 39.hxg5 f6 40.Rf2 fxg5 41.Tg1 Dh6 42.Re1 Dh3 43.Df2 gxf4 44.Dxf4 Tc1+ 45.Rf2 Txg1 46.Rxg1 Dg2# 0-1 </p>
<p>Unzicker, W &#8211; Najdorf, M [B92]<br />
Amsterdam, 1954</p>
<p>1.e4 c5 2.Cf3 d6 3.d4 cxd4 4.Cxd4 Cf6 5.Cc3 a6 6.Ae2 e5 7.Cb3 Ae7 8.0-0 0-0 9.Ae3 Cbd7 10.a4 b6 11.f3 Ab7 12.Dd2 Tc8 13.Tfd1 Dc7 14.De1 Ch5 15.Df1 Ta8 16.Ac4 Cdf6 17.Tac1 Cf4 18.Axf4 exf4 19.Cd5 Cxd5 20.Axd5 Af6 21.c3 Axd5 22.Txd5 Ae5 23.Cd2 Tfc8 24.Rh1 Dc6 25.b3 b5 26.axb5 axb5 27.Txb5 Ta2 28.Td5 Db6 29.h3 g6 30.Cc4 Dxb3 31.Cxd6 Axd6 32.Txd6 Txc3 33.Txc3 Dxc3 34.Td1 h5 35.Dd3 Db2 36.Dd8+ Rh7 37.Dg5 1-0 </p>
<p>Unzicker W &#8211; Keres Paul GM <br />
[C99]<br />
Moscou, 1956</p>
<p>1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Ab5 a6 4.Aa4 Cf6 5.0&ndash;0 Ae7 6.Te1 b5 7.Ab3 d6 8.c3 0&ndash;0 9.h3 Ca5 10.Ac2 c5 11.d4 Dc7 12.Cbd2 cxd4 13.cxd4 Cc6 14.Cb3 Ab7 15.Ag5 h6 16.Ah4 Cb4 17.Ab1 Tac8 18.Te2 Ch5 19.a3 Cc6 20.d5 Cb8 21.Tc2 Dd8 22.Ca5 Txc2 23.Cxb7 Dc7 24.Dxc2 Dxb7 25.Axe7 Tc8 26.Axd6 Txc2 27.Axc2 f6 28.Ab3 Cf4 29.Td1 Cd7 30.Td2 Cb6 31.Ac7 Cc4 32.d6 Ce6 33.Aa5 Cc5 34.Ab4 Cd7 35.Tc2 a5 36.Axa5 Dxe4 37.Cd2 Dd3 38.Txc4 Rh7 39.Ac2 1&ndash;0 </p>
<p>Unzicker, W &#8211; Botvinnik, M<br />
[C19]<br />
Oberhausen, 1961</p>
<p>1.e4 e6 2.d4 d5 3.Cc3 Ab4 4.e5 c5 5.a3 Axc3+ 6.bxc3 Dc7 7.Cf3 Ce7 8.Ad3 Ad7 9.a4 Cbc6 10.Dd2 h6 11.0-0 c4 12.Ae2 a5 13.Aa3 Ca7 14.g3 Cac8 15.Ch4 Dd8 16.f4 Cf5 17.Cxf5 exf5 18.Af3 Ae6 19.Tfb1 b6 20.Dg2 Ta7 21.Tb5 Td7 22.g4 Ce7 23.Axe7 Rxe7 24.Rh1 g6 25.Tab1 Rf8 26.gxf5 Axf5 27.Axd5 Dh4 28.Ae4 Dxf4 29.Axf5 gxf5 30.Txb6 Re7 31.e6 1-0</p>
<p>Traduzido da revista eletr&ocirc;nica &quot;Nuestro C&iacute;rculo&quot;</p>
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		<title>A Chama</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 22:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Mikhail Tal]]></category>

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		<description><![CDATA[H&#225; 16 anos, em 28 de junho, o mundo do xadrez sofreu uma perda irrepar&#225;vel: Mikhail Tal, o Mago de Riga, havia falecido.
Mikhail Nekhemovic Tal nasceu em Riga, na Let&#244;nia, que &#224; &#233;poca fazia parte da Uni&#227;o Sovi&#233;tica, em 9 de novembro de 1936 e morreu em 28 de junho de 1992 em Moscou. Aprendeu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">H&aacute; 16 anos, em 28 de junho, o mundo do xadrez sofreu uma perda irrepar&aacute;vel: Mikhail Tal, o Mago de Riga, havia falecido.</p>
<p>Mikhail Nekhemovic Tal nasceu em Riga, na Let&ocirc;nia, que &agrave; &eacute;poca fazia parte da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, em 9 de novembro de 1936 e morreu em 28 de junho de 1992 em Moscou. Aprendeu a jogar xadrez aos 8 anos gra&ccedil;as ao seu pai, m&eacute;dico, e &agrave; possibilidade de observar as partidas jogadas pelos clientes na sala de espera de seu consult&oacute;rio. Rapidamente tornou-se um entusiasta do c&iacute;rculo enxadr&iacute;stico dos Jovens Pioneiros de Riga, e aos treze anos j&aacute; progredira a ponto de chamar a aten&ccedil;&atilde;o do melhor jogador let&atilde;o, Alexander Koblentz, que veio a ser seu treinador, al&eacute;m de grande amigo. <br />
Em 1953 tornou-se campe&atilde;o let&atilde;o, superando o pr&oacute;prio Koblentz e Gipslis, outro favorito. Neste mesmo ano a equipe da Let&ocirc;nia surpreendeu o mundo enxadr&iacute;stico chegando em primeiro lugar na Spartak&iacute;ada (Olimp&iacute;ada das Rep&uacute;blicas Sovi&eacute;ticas), com um grupo de jogadores muito jovens. Tal, no 2&ordm; tabuleiro, fez 4,5 pontos em 7 poss&iacute;veis. Em 1954 derrotou em Riga o campe&atilde;o bielorrusso Saigin por 8 a 6. Em 1957 ao vencer o XXIV Campeonato Sovi&eacute;tico tornou-se o mais jovem campe&atilde;o sovi&eacute;tico de todos os tempos. Ap&oacute;s este feito e de atua&ccedil;&atilde;o not&aacute;vel em torneio em Reykjavik, Isl&acirc;ndia, obteve o t&iacute;tulo de Grande Mestre da FIDE em condi&ccedil;&atilde;o &uacute;nica e extraordin&aacute;ria, pois n&atilde;o era ainda Mestre Internacional.<br />
Em 1958 tornou-se bi-campe&atilde;o sovi&eacute;tico, superando entre outros a Petrosian e Spassky, classificando-se para o Torneio Interzonal de Portoroz, Iugosl&aacute;via, o qual foi vencido por Tal que superou entre outros a Glicoric, Benko, Petrossian e Bobby Fischer, ent&atilde;o com 15 anos de idade. &Eacute; desta &eacute;poca a observa&ccedil;&atilde;o do ex-campe&atilde;o mundial Max Euwe de que &quot;a sua capacidade de combina&ccedil;&atilde;o supera at&eacute; mesmo a de Alekhine&quot;. </p>
<p>No ano de 1959 disputou o Torneio de Candidatos, jogado nas cidades iuguslavas de Bled, Zagreb e Belgrado, com 8 jogadores (Tal, Keres, Petrossian, Glicoric, Smyslov, Fischer, Benko e Olafsson ) . Tal venceu Fischer (4 a 0), Olafsson (3,5 a 0,5), e Benko (3,5 a 0,5), e classificou-se para a final contraPaul Keres. A final do Torneio de Candidatos terminou empatada, mas o crit&eacute;rio de desempate favoreceu a Tal, que desta forma habilitou-se a enfrentar o campe&atilde;o mundial Mikhail Botvinnik. Em 1960 tornou-se, ao bater Botvinnik em Moscou o mais jovem campe&atilde;o mundial de todos os tempos.</p>
<p>Seu estilo de jogo era incendi&aacute;rio. Tal usava combina&ccedil;&otilde;es extraordin&aacute;rias para transformar as partidas de uma posi&ccedil;&atilde;o tranquila para uma &quot;inst&aacute;vel&quot; na qual sua capacidade e rapidez de c&aacute;lculo produziram algumas j&oacute;ias do xadrez. Este seu estilo deu-lhe os apelidos de &quot;O Bruxo de Riga&quot; e &quot;A Chama&quot;.Sobre ele opinou o habitualmente comedido ex-campe&atilde;o mundial Tigran Petrosian: &quot;Tal &eacute; o jogador que produziu as partidas mais espetaculares do xadrez moderno. A sua not&aacute;vel imagina&ccedil;&atilde;o e a impressionante capacidade de c&aacute;lculo colocam-no na restrita lista dos maiores jogadores de todos os tempos&quot;.</p>
<p>Em 1961 perdeu o t&iacute;tulo mundial no match revanche contra Botvinnik em Moscou. Sem d&uacute;vida a raz&atilde;o mais importante desta derrota foi o estado de sa&uacute;de de Tal. A s&eacute;ria doen&ccedil;a renal que o conduziu frequentemente ao hospital e que terminou por mat&aacute;-lo anos mais tarde, come&ccedil;ou a manifestar-se pouco depois da conquista do t&iacute;tulo mundial. Botvinnik esportivamente prop&ocirc;s o adiamento do match devido ao estado de sa&uacute;de de Tal, mas o jovem campe&atilde;o mundial recusou. Assim Botvinnik mais uma vez recuperou o t&iacute;tulo mundial, como j&aacute; havia feito contra Smyslov em 1958. </p>
<p>Ainda que limitado pelos problemas de sa&uacute;de, Tal continuou a ser um dos melhores jogadores do mundo, vencendo dezenas de torneios, mesmo jogando em muitos deles em prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas. &Eacute; de Petrosian a observa&ccedil;&atilde;o espirituosa de que &quot;de todos os campe&otilde;es do mundo quem tem a melhor sa&uacute;de &eacute; Tal. Nenhum outro teria sobrevivido um ano sequer &agrave;s doen&ccedil;as que ele tem&#8230;&quot;. <br />
Defendeu a equipe da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica em 8 Olimp&iacute;adas de Xadrez, com a incr&iacute;vel marca de 64 vit&oacute;rias, 34 empates e apenas 2 derrotas. Entre 1972 e 1973 bateu o recorde de invencibilidade, ao manter-se por 86 partidas (47 vit&oacute;rias e 39 empates) sem derrota. Voltou a brilhar intensamente em 1978 ao vencer v&aacute;rios torneios importantes, culminando em 1979 com o primeiro lugar invicto no Interzonal de Riga, sua cidade, fazendo expressivos 14 pontos em 17 poss&iacute;veis. Em 1988 venceu o campeonato mundial de xadrez &quot;rel&acirc;mpago&quot; e em 1992 terminou bem colocado o forte torneio aberto de Sevilha.</p>
<p>Seu estilo de jogo, seu carisma e seu car&aacute;ter colocam-no entre os grandes nomes do xadrez em todos os tempos. Durante muitos s&eacute;culos as suas partidas ser&atilde;o admiradas pelos milh&otilde;es de pessoas que apreciam a enorme influ&ecirc;ncia est&eacute;tica do jogo de xadrez.</p>
<p>Mikhail Tal, apelidado de a &quot;chama&quot;. Jamais se extinguir&aacute; a chama de cora&ccedil;&atilde;o t&atilde;o t&aacute;tico e t&atilde;o humano. </p>
<p>Depoimento da esposa de Tal:</p>
<p>Jornal Russo &#8211; Semana do Xadrez</p>
<p>Quando nos casamos, Tal tinha apenas 19 anos de idade. Eu n&atilde;o conseguia <br />
realmente entender. Em minha mente, entendia que ele era un g&ecirc;nio. Mas n&atilde;o <br />
entendia que teria que viver com apenas ele e o xadrez, que ele n&atilde;o poderia fazer outra coisa. N&atilde;o poderia incluso imaginar o que era ser esposa de um <br />
enxadrista. Algu&eacute;m como Rona Yakovlevna, senhora Petrosian, por exemplo. Sem ela, Tigran Vartanovich seria apenas meio campe&atilde;o . Ela era uma mulher assombrosa; A admirei muito, e passamos muito tempo juntos. Ela, RonaYakovlevna falava somente de Tigran e de xadrez. Amei o teatro e a m&uacute;sica. <br />
Quando descobri o que era antes meio inconsciente de o que era o xarez, e do que significava ser Mikhail Tal. N&atilde;o tenho nenhuma id&eacute;ia como um homem que jogava com uma temperatura constante de 38-39 graus poderia ser campe&atilde;o dos Campeonato do mundo Blitz em 1988! E em 28 de maio de 1992, no torneio de Moscou, ser ele o &uacute;nico jogador a derrotar Kasparov. Inclusive fugindo do Hospital para jogar. O jogador mais forte do mundo em todos os tempos perdeu a um Tal que morria. <br />
Ele era um homem inusual. Sinto uma falta terr&iacute;vel. Penso as vezes que Misha <br />
voou para outro planeta &#8211; apenas de xadrez , e depois voltar&aacute; pra casa. Uma <br />
vez lhe perguntar&atilde;o como ele categorizaria o xadrez &#8211; &eacute; um esporte, ou uma arte? O exasperar&atilde;o simplesmente: &acute;&acute;Como pode voc&ecirc; chamar xadrez de esporte?&acute;&acute; N&atilde;o sei muito sobre ele mesmo &#8211; mas o chamaram de Mozart do Xadrez. Era uma classe especial de homem,uma vida verdadeira, tamb&eacute;m. Ele era bom, alegre e nunca tinha uma m&aacute; palavra a dizer sobre qualquer pessoa. <br />
Certa vez Taimanov escreveu um texto muito agrad&aacute;vel, que vivenciou ao lado dele, onde h&aacute; uma descri&ccedil;&atilde;o de uma viagem feita por Misha a Alemanha. <br />
Alguem veio at&eacute; ele ali e disse: <br />
-&quot;Ol&aacute;!&quot;<br />
Misha o agradeceu profusamente. <br />
Surpreendido, o homem perguntou:<br />
-&quot;Por qu&ecirc;?&quot; <br />
-&quot;Por me reconhecer&quot;, respondeu Tal</p>
<p>Sally Tal</p>
<p>Declara&ccedil;&otilde;es famosas de Tal e sobre Tal:</p>
<p>&quot;Alguns sacr&iacute;ficios s&atilde;o s&oacute;lidos; os demais s&atilde;o os meus.&quot;<br />
&quot;Jogar para empatar, em qualquer circunst&acirc;ncia com as Brancas, &eacute; de certa forma um crime contra o xadrez.&quot;<br />
&quot;Eu bebo, eu fumo, eu aposto, eu persigo tudo quanto &eacute; rabo de saia &#8211; mas XADREZ POSTAL &eacute; um v&iacute;cio que eu n&atilde;o tenho.&quot;<br />
&quot;&Eacute; tamb&eacute;m importante lembrar que ele como enxadrista era um perfeito gentleman durante os jogos. Ele sempre era muito justo e muito correto.&quot; -Bobby Fischer</p>
<p>Jogos Not&aacute;veis de Mikhail Tal:</p>
<p>Todos. Eis aqui alguns:</p>
<p>
Milko Bobotsov &#8211; Mikhail Tal, E81, 1958</p>
<p>1.d4 Nf6 2.c4 g6 3.Nc3 Bg7 4.e4 d6 5.f3 O-O 6.Nge2 c5 7.Be3<br />
Nbd7 8.Qd2 a6 9.O-O-O Qa5 10.Kb1 b5 11.Nd5 Nxd5 12.Qxa5 Nxe3<br />
13.Rc1 Nxc4 14.Rxc4 bxc4 15.Nc1 Rb8 16.Bxc4 Nb6 17.Bb3 Bxd4<br />
18.Qd2 Bg7 19.Ne2 c4 20.Bc2 c3 21.Qd3 cxb2 22.Nd4 Bd7 23.Rd1<br />
Rfc8 24.Bb3 Na4 25.Bxa4 Bxa4 26.Nb3 Rc3 27.Qxa6 Bxb3 28.axb3<br />
Rbc8 29.Qa3 Rc1+ 30.Rxc1 Rxc1 0-1</p>
<p>Robert James Fischer &#8211; Mikhail Tal, B87, 1959</p>
<p>1. e4 c5 2. Nf3 d6 3. d4 cxd4 4. Nxd4 Nf6 5. Nc3 a6 6. Bc4 e6<br />
7. Bb3 b5 8. f4 b4 9. Na4 Nxe4 10. O-O g6 11. f5 gxf5 12. Nxf5<br />
Rg8 13. Bd5 Ra7 14. Bxe4 exf5 15. Bxf5 Re7 16. Bxc8 Qxc8<br />
17. Bf4 Qc6 18. Qf3 Qxa4 19. Bxd6 Qc6 20. Bxb8 Qb6+ 21. Kh1<br />
Qxb8 22. Qc6+ Rd7 23. Rae1+ Be7 24. Rxf7 Kxf7 25. Qe6+ Kf8<br />
26. Qxd7 Qd6 27. Qb7 Rg6 28. c3 a5 29. Qc8+ Kg7 30. Qc4 Bd8<br />
31. cxb4 axb4 32. g3 Qc6+ 33. Re4 Qxc4 34. Rxc4 Rb6 35. Kg2<br />
Kf6 36. Kf3 Ke5 37. Ke3 Bg5+ 38. Ke2 Kd5 39. Kd3 Bf6 40. Rc2<br />
Be5 41. Re2 Rf6 42. Rc2 Rf3+ 43. Ke2 Rf7 44. Kd3 Bd4 45. a3 b3<br />
46. Rc8 Bxb2 47. Rd8+ Kc6 48. Rb8 Rf3+ 49. Kc4 Rc3+ 50. Kb4<br />
Kc7 51. Rb5 Ba1 52. a4 b2 0-1</p>
<p>Mikhail Tal &#8211; Anatoli Karpov, B10, 1987</p>
<p>1. e4 c6 2. c4 d5 3. exd5 cxd5 4. cxd5 Nf6 5. Nc3 Nxd5 6. Nf3<br />
Nxc3 7. bxc3 g6 8. d4 Bg7 9. Bd3 O-O 10. O-O Nc6 11. Re1 Re8<br />
12. Bg5 Be6 13. Rxe6 fxe6 14. Bc4 Qd6 15. Qe2 Nd8 16. Re1 Rc8<br />
17. Nd2 Kh8 18. Ne4 Qc7 19. Bb3 e5 20. h4 exd4 21. h5 gxh5<br />
22. Qxh5 Rf8 23. Bc2 Qe5 24. Ng3 Qxe1+ 25. Kh2 h6 26. Bxh6 Kg8<br />
27. Bxg7 Rxf2 28. Qh7+ Kf7 29. Qg6+ Kg8 30. Bh6+ 1-0</p>
<p>Mikhail Tal &#8211; Miller, C55, Chicago, Simult&acirc;nea, 1988</p>
<p>1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.Bc4 Nf6 4.d4 d6 5.dxe5 Nxe4 6.Bxf7+ Kxf7<br />
7.Qd5+ Be6 8.Qxe4 Be7 9.O-O d5 10.Qd3 Qd7 11.Re1 Raf8 12.Nc3<br />
Ke8 13.Ng5 Bc5 14.Nxe6 Bxf2+ 15.Kh1 Bxe1 16.Nxf8 Rxf8 17.Bg5<br />
Nb4 18.Qe2 Nxc2 19.e6 Qd6 20.Nb5 Qe5 21.h4 Qg3 22.Rd1 Rf2<br />
23.Qxf2 Bxf2 24.Rxd5 Qxh4+ 25.Bxh4 Bxh4 26.Nxc7+ Kf8 27.Rf5+<br />
Bf6 28.Rd5 a5 29.Rd7 Nb4 30.Rf7+ Kg8 31.Rxf6 Nc6 32.Rf7 g6<br />
33.e7 1-0</p>
<p>Mikhail Tal &#8211; Vasily Smyslov, B10, 1959</p>
<p>1.e4 c6 2.d3 d5 3.Nd2 e5 4.Ngf3 Nd7 5.d4 dxe4 6.Nxe4 exd4<br />
7.Qxd4 Ngf6 8.Bg5 Be7 9.O-O-O O-O 10.Nd6 Qa5 11.Bc4 b5 12.Bd2<br />
Qa6 13.Nf5 Bd8 14.Qh4 bxc4 15.Qg5 Nh5 16.Nh6+ Kh8 17.Qxh5 Qxa2<br />
18.Bc3 Nf6 19.Qxf7 Qa1+ 20.Kd2 Rxf7 21.Nxf7+ Kg8 22.Rxa1 Kxf7<br />
23.Ne5+ Ke6 24.Nxc6 Ne4+ 25.Ke3 Bb6+ 26.Bd4 1-0</p>
<p>
Mikhail Tal &#8211; Bent Larsen, B82, 1965</p>
<p>1.e4 c5 2.Nf3 Nc6 3.d4 cxd4 4.Nxd4 e6 5.Nc3 d6 6.Be3 Nf6 7.f4<br />
Be7 8.Qf3 O-O 9.O-O-O Qc7 10.Ndb5 Qb8 11.g4 a6 12.Nd4 Nxd4<br />
13.Bxd4 b5 14.g5 Nd7 15.Bd3 b4 16.Nd5! exd5 17.exd5 {O sacrif&iacute;cio de pe&ccedil;a &eacute; do tipo posicional, sendo que foi usado para erguer uma barreira invis&iacute;vel na coluna &quot;e&quot;. Um n&uacute;mero de escaques nela<br />
(e5 e e6) s&atilde;o sontrolados por pe&otilde;es brancos, e uma torre branca em breve ser&aacute; movida para e1. &#8212; Iakov Damsky} f5 18.Rde1 Rf7<br />
19.h4 Bb7 20.Bxf5 Rxf5 21.Rxe7 Ne5 22.Qe4 Qf8 23.fxe5 Rf4<br />
24.Qe3 Rf3 25.Qe2 Qxe7 26.Qxf3 dxe5 27.Re1 Rd8 28.Rxe5 Qd6<br />
29.Qf4! {Com essa t&aacute;tica simples 29 &#8230;Bxd5 30. Re8+ as Brancas<br />
conservam seus dois pe&otilde;es extras. O final &eacute; bem direto. &#8211;<br />
Damsky} Rf8 30.Qe4 b3 31.axb3 Rf1+ 32.Kd2 Qb4+ 33.c3 Qd6<br />
34.Bc5 Qxc5 35.Re8+ Rf8 36.Qe6+ Kh8 37.Qf7 1-0</p>
<p>Mikhail Tal &#8211; Vladimir Akopian, B51, Barcelona, 1992 </p>
<p>1. e4 c5 2. Nf3 Nc6 3. Bb5 d6 4. O-O Bd7 5. Re1 Nf6 6. c3 a6 7. Ba4 c4 8. d4<br />
cxd3 9. Bg5 e6 10. Qxd3 Be7 11. Bxf6 gxf6 12. Bxc6 Bxc6 13. c4 O-O 14. Nc3 Kh8<br />
15. Rad1 Rg8 16. Qe3 Qf8 17. Nd4 Rc8 18. f4 Bd7 19. b3 Bd8 20. Nf3 b5 21. Qa7<br />
Bc7 22. Qxa6 bxc4 23. b4 Qg7 24. g3 d5 25. exd5 Bxf4 26. Kf2 f5 27. gxf4 Qxc3<br />
28. Qd6 Ba4 29. Rd4 Rg7 30. dxe6 Bc6 31. Ng5 Rxg5 32. Qe5+ Rg7 33. Rd8+ Rxd8<br />
34. Qxc3 f6 35. e7 Ra8 36. Qxf6 Be4 37. Rg1 Rxa2+ 38. Ke1 1-0 (Com essa p&eacute;rola Tal se despediu do xadrez e da vida. 10 dias depois ele viria a falecer).</p>
<p>Observa&ccedil;&atilde;o, no dia 28 de maio de 1992, Mikhail Tal venceu Garry Kasparov em uma partida rel&acirc;mpago. N&atilde;o consegui encontrar a partida, caso algu&eacute;m tenha, favor envi&aacute;-la para publica&ccedil;&atilde;o, pelo bem da humanidade.</p>
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		<title>CLUB DE XADREZ GAMBITO DO REI</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 22:52:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[club de xadrez gambito do rei]]></category>

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		<description><![CDATA[Iniciativas que d&#227;o certo e que o AJAX ap&#243;ia:
Por M&#225;rio Cardoso
Bel&#233;m-Par&#225;-Amaz&#245;nia-Brasil
Nosso club foi fundado em 15 de Outubro de 1980, na Cidade de Bel&#233;m, Estado do Par&#225; e tem atualmente como presidente o Professor M&#225;rio de Nazar&#233; Moreira Cardoso.
O objetivo do club &#233; elevar e divulgar o xadrez como um instrumento pedag&#243;gico dentro das escolas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Iniciativas que d&atilde;o certo e que o AJAX ap&oacute;ia:</p>
<p>Por M&aacute;rio Cardoso</p>
<p>Bel&eacute;m-Par&aacute;-Amaz&otilde;nia-Brasil<br />
Nosso club foi fundado em 15 de Outubro de 1980, na Cidade de Bel&eacute;m, Estado do Par&aacute; e tem atualmente como presidente o Professor M&aacute;rio de Nazar&eacute; Moreira Cardoso.</p>
<p>O objetivo do club &eacute; elevar e divulgar o xadrez como um instrumento pedag&oacute;gico dentro das escolas p&uacute;bricas do estado do Par&aacute;, somos uma associa&ccedil;&atilde;o sem fins econ&ocirc;micos que acreditam na for&ccedil;a do xadrez como esporte educacional.</p>
<p>Temos dois projetos em andamento na cidade de Salin&oacute;polis: Projeto Xip ( Xadrez como Instrumento Pedag&oacute;gico), que envolve como um todo 3.500 participantes e 30 amigos da escola e um outro chamado Xadrez com Arte que atende 1.200 alunos por ano. Em nossa cidade estima-se que 10% da popula&ccedil;&atilde;o pratica esse fant&aacute;stico jogo-ci&ecirc;ncia chamado XADREZ.</p>
<p>E-mail para contato: <a href="mailto:profmario_sal@hotmail.com">profmario_sal@hotmail.com </a></p>
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		<title>A Combinação Lasker-Bauer</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 22:51:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[A Combinação Lasker-Bauer]]></category>

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		<description><![CDATA[Emanuel Lasker (Campe&#227;o Mundial 1984 &#8211;1921)
Por: Juan Pablo de Carvalho Beserra.
A Combina&#231;&#227;o Lasker-Bauer

Caro amigo ledor, a partida a seguir tomou lugar em 26 de agosto de 1889, foi por Emanuel Lasker, segundo Campe&#227;o Mundial, e Johann Hermann Bauer, jogador tcheco, nascido em 1861, em Praga. Pode-se dizer que hoje Bauer s&#243; &#233; lembrado em fun&#231;&#227;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Emanuel Lasker (Campe&atilde;o Mundial 1984 &ndash;1921)</p>
<p>Por: Juan Pablo de Carvalho Beserra.</p>
<p>A Combina&ccedil;&atilde;o Lasker-Bauer</p>
<p>
Caro amigo ledor, a partida a seguir tomou lugar em 26 de agosto de 1889, foi por Emanuel Lasker, segundo Campe&atilde;o Mundial, e Johann Hermann Bauer, jogador tcheco, nascido em 1861, em Praga. Pode-se dizer que hoje Bauer s&oacute; &eacute; lembrado em fun&ccedil;&atilde;o de tal certame, apesar de sua derrota fragosa.O motivo da notoriedade dessa partida &eacute; a combina&ccedil;&atilde;o derivada dela e muita utilizada at&eacute; os dias enxadr&iacute;sticos atuais. </p>
<p>
Talvez os atuais enxadristas (n&atilde;o todos) sintam uma certa avers&atilde;o a partidas antigas. Todavia, Lasker contribuiu muito para a compreens&atilde;o enxadr&iacute;stica que os jogadores modernos possuem; al&eacute;m disso, ele foi o campe&atilde;o absoluto durante 27 anos. Talvez ele sabia um pouquinho de xadrez&#8230; </p>
<p>Lasker,Emanuel &#8211; Bauer,Johann Hermann [A03] </p>
<p>Amsterdam Amsterdam (1), 26.08.1889 </p>
<p>1.f4(esse movimento n&atilde;o &eacute; um dos mais fortes. Mas, Lasker era um jogador que se utilizava da psicologia para ganhar &ndash; lances menos incisivos exigem menos dilig&ecirc;ncia dos advers&aacute;rios.) d5 2.e3 Cf6 3.b3(a ponta do novelo. Lasker busca a melhor diagonal para o bispo em c1. Em b2 ele guardar&aacute; o centro e atacar&aacute; a ala do rei.) e6 4.Bb2 Be7(as pretas deveriam lutar para reclamar uma parcela maior de controle central imediatamente, algo como: 4&#8230;. c5 5.Cf3 Be7 6.Bb5+ Bd7 7.a4 0-0 8.0-0 Cc6 =) 5.Bd3(as pretas ainda n&atilde;o fizeram nenhum esfor&ccedil;o para limitar o controle do ponto d4 pelas brancas. Portanto, Lasker n&atilde;o tem de fazer nenhum preparativo como d4, antes de colocar mais um bispo em jogo, espetando a ala do rei.) b6 6.Cf3 Bb7 7.Cc3 Cbd7 8.0&ndash;0 0&ndash;0</p>
<p style="text-align: justify;">9.Ce2(transfer&ecirc;ncia do cavalo para a ala do rei onde existe um ataque latente, gra&ccedil;as aos dois bispos-canh&otilde;es das brancas.) c5(tarde de mais) 10.Cg3(esse cavalo &eacute; bicho solto no tabuleiro; ele n&atilde;o tinha a obriga&ccedil;&atilde;o de permanecer em c3 para defender o centro, e agora demonstra, altivo, que n&atilde;o precisa ficar em e2 com uma pata em d4) Dc7(procurando terreno central, ao mesmo tempo que completa o desenvolvimento.) 11.Ce5(Lasker, ao mesmo tempo em que coloca o seu cavalo em um posto avan&ccedil;ado, aumenta o controle central, aproximando mais pe&ccedil;as para o ataque.) Cxe5 12.Bxe5 Dc6 13.De2(esse lance n&atilde;o &eacute; apenas uma profilaxia contra uma eventual amea&ccedil;a de mate- d4- pelas pretas. Ele tamb&eacute;m faz parte da luta central, da qual Lasker n&atilde;o se desvia por nenhum instante. Se ele deixar para defender o ponto g2 depois do ataque, as pretas podem tentar abrir a coluna d, desenvolvendo suas torres por ali, finalmente conseguindo definir o centro das brancas.) a6 14.Ch5 Cxh5 15.Bxh7+! Rxh7 16.Dxh5+ Rg8 17.Bxg7!!(Lasker desintegra o escudo de pe&otilde;es do rei advers&aacute;rio, entregando-lhe os dois bispos. E-x-t-r-a-o-r-d-i-n-&aacute;-r-i-o!) Rxg7</p>
<p style="text-align: justify;">18.Dg4+ Rh7 19.Tf3(a paradinha de Pel&eacute;, antes de bater o p&ecirc;nalti. O rei est&aacute; atado a coluna h. Agora o bord&atilde;o do programa Chapolin Colorado serve de carapu&ccedil;a para o rei negro-&Oacute;, e agora quem poder&aacute; defend&ecirc;-lo?) e5 20.Th3+ Dh6(Eu, a dama colorada. N&atilde;o contavam com a minha ast&uacute;cia?) 21.Txh6+ Rxh6 22.Dd7(Mas &eacute; Lasker quem diz: Meus movimentos s&atilde;o friamente calculados. Lasker havia calculado at&eacute; aqui, antes de sacrificar os dois bispos; se por ventura uns deles n&atilde;o pudessem ser recuperados, as pretas teriam como batalhar.) Bf6 23.Dxb7 Rg7 24.Tf1 Tab8 25.Dd7 Tfd8 26.Dg4+ Rf8 27.fxe5 Bg7 28.e6 Tb7 29.Dg6 f6 30.Txf6+ Bxf6 31.Dxf6+(o rei perder&aacute; a torre de b7 e o jogo. Mais uma vez, Lasker demonstra o seu poder de c&aacute;lculo: no trig&eacute;simo lance, quando do sacrif&iacute;cio de trocas, ele j&aacute; sabe da fraqueza da torre em b7.) Re8 32.Dh8+ Re7 33.Dg7+ Rxe6 34.Dxb7 Td6 35.Dxa6 d4 36.exd4 cxd4 37.h4 d3 38.Dxd3 1&ndash;0</p>
<p>Agora mais tr&ecirc;s exemplos desse tipo de combina&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Nimzowitsch,Aaron &#8211; Tarrasch,Siegbert [D30]<br />
St Petersburg preliminary St Petersburg, 1914<br />
1.d4 d5 2.Cf3 c5 3.c4 e6 4.e3 Cf6 5.Bd3 Cc6 6.0&ndash;0 Bd6 7.b3 0&ndash;0 8.Bb2 b6 9.Cbd2 Bb7 10.Tc1 De7 11.cxd5 exd5 12.Ch4 g6 13.Chf3 Tad8 14.dxc5 bxc5 15.Bb5 Ce4 16.Bxc6 Bxc6 17.Dc2 Cxd2 18.Cxd2 d4 19.exd4 Bxh2+ 20.Rxh2 Dh4+ 21.Rg1 Bxg2 22.f3 Tfe8 23.Ce4 Dh1+ 24.Rf2 Bxf1 25.d5 f5 26.Dc3 Dg2+ 27.Re3 Txe4+ 28.fxe4 f4+ 29.Rxf4 Tf8+ 30.Re5 Dh2+ 31.Re6 Te8+ 32.Rd7 Bb5# 0&ndash;1</p>
<p>Anthony Miles &#8211; Walter Shawn Browne [A04]<br />
Lucerne (Switzerland) Lucerne (Switzerland), 1982<br />
1.Cf3 c5 2.c4 Cf6 3.Cc3 e6 4.e3 Cc6 5.d4 d5 6.dxc5 Bxc5 7.a3 a6 8.b4 Ba7 9.Bb2 0&ndash;0 10.Tc1 d4 11.exd4 Cxd4 12.c5 Cxf3+ 13.Dxf3 Bd7 14.Bd3 Bc6 15.Ce4 Cxe4 16.Bxe4 Dc7 17.0&ndash;0 Tad8 18.Bxh7+ Rxh7 19.Dh5+ Rg8 20.Bxg7 Rxg7 21.Dg5+ Rh8 22.Df6+ Rg8 23.Tc4 1&ndash;0</p>
<p>Kasparov,Garry (2690) &#8211; Portisch,Lajos (2600) [E12]<br />
Niksic Niksic (4), 1983<br />
1.d4 Cf6 2.c4 e6 3.Cf3 b6 4.Cc3 Bb7 5.a3 d5 6.cxd5 Cxd5 7.e3 Cxc3 8.bxc3 Be7 9.Bb5+ c6 10.Bd3 c5 11.0&ndash;0 Cc6 12.Bb2 Tc8 13.De2 0&ndash;0 14.Tad1 Dc7 15.c4 cxd4 16.exd4 Ca5 17.d5 exd5 18.cxd5 Bxd5 19.Bxh7+ Rxh7 20.Txd5 Rg8 21.Bxg7 Rxg7 22.Ce5 Tfd8 23.Dg4+ Rf8 24.Df5 f6 25.Cd7+ Txd7 26.Txd7 Dc5 27.Dh7 Tc7 28.Dh8+ Rf7 29.Td3 Cc4 30.Tfd1 Ce5 31.Dh7+ Re6 32.Dg8+ Rf5 33.g4+ Rf4 34.Td4+ Rf3 35.Db3+ 1&ndash;0</p>
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